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A Exposição Anual de Artes Visuais de Macau tem uma importância fundamental no progresso das belas-artes na região de Macau. Desempenha um relevante papel ao encorajar os artistas locais, ao fomentar a apreciação estética pelo público em geral e ao enriquecer a vida cultural da cidade.
O Instituto Cultural do Governo da R. A. E. de Macau organizou esta exposição com grande consciência e meticulosidade. Fiquei muito impressionado. Para assegurar a clareza e a eficiência de todo o processo de avaliação foram convidados para o Júri especialistas do exterior de Macau, reforçando assim a sua credibilidade. É meu desejo sincero que esta actividade artística continue a progredir e venha a dar origem a cada vez mais admiráveis criações artísticas.
Jia Fangzhou
Macau, apesar de antiga, é uma metrópole em rápido desenvolvimento. É difícil aos visitantes, atraídos pelluzes e sombras da cidade, descobrir, logo à priira, a sua verdadeira alma. A minha primeira visita a as Macau foi muito curta. Notei apenas que era uma cidamede de casinos como Las Vegas, um local para jogadores. Não a vi adequadamente.
Aquando da segunda passagem fiz uma visita ao Venetian para ver os canais artificiais no interior do edifício – uma enorme e espantosa realização. No entanto, o que mais me impressionou foram as montras das lojas ao longo dos canais. Concebidas tendo em linha de conta as características do empreendimento, apresentam uma mais-valia decoratiílinternacil, podendo ser valorizadas como arte ambiental.
A minha terceira visita aconteceu no âva com n mbve ito do convitonae efectuado pelo Instituto Cultural para integrar o júri da Exposição Anual de Artes Visuais de Macau. Finalmente conheci o coração da cultura da cidade. Fiquei extasiado com a diversidade dos trabalhos que estavam ante os meus olhos e não pude evitar o júbilo do meu coração: “Oh! Macau, querida da nova era!”
Nove anos passaram sobre a Transferência de Soberania. O Governo de Macau tem desenvolvido todos os esforços para fazer prosperar a cidade, reestruturando-a. Macau e Hong Kong tornaram-se duas montras atractivas. Contudo, se instalinfra-estruturas materiais é tarefa fácil, criar as não-materiais é ito mais complexo. Com inúmeros edifíci oar as s de grande altura, esta cidade moderna é bastante organizada. Exigmue-se, no entanto, um esforço adicional na edificação cultural para acompanhar o seu desenvolvimento. Mas este objectivo não se pode alcançar numa só etapa. Os trabalhos submetidos à Exposição Anual de Arte Visuais de Macau, em 2009, apresentam tanto características tradiionais como modernas ou mesmo pós-modernas, são ricos quer na forma quer no conteúdo. É óbvi o quce Macau seguiu as principais tendências e traçou o seu próprio rumo para um nível internacional.
Candidataram-se a esta exposição quinhentas obras (o dobro do ano passado, segundo a Organização). É um número impressionante e que revela bem as enormes necessidades culturais da população e a sua entrega à criatividade. Acredito que veremos a arte de Macau atingir um nível internacional.
Apesar de uma global falta de maturidade, os trabalhos revelam potencilidades ilimitadas. A arte precisa de tempo para ser cultivada e aperfeiçoada. Particularmente a aguada, que anecessita de conjugar o espíito chinês e as características internacionais. Esta é a missão comum dos artistas chineses e ocidentais. Espero que os artistas de Macau continuem a contribuir para o desenvolvimento da arte local e internacional.
Chiao Shih -tai
Este ano, a Exposição Anual de Artes Visuais de Macau apresenta trabalhos de temáticas variadas, visão alargada e diferentes técnicas. O alto nível da maioria das obras confere-lhe extraordinário brilho e impressiona profundamente o público. A troca e a mescla de ideias, conceitos e técnicas das artes orientais e ocidentais, reflectem a paixão e a busca da arte das gentes de Macau, num ambiente multicultural.
A Exposição Anual de Artes Visuais de Macau tornou-se um fenómeno cultural de influência internacional, com uma individualidade multidimensional, embora única.
Li Shenghong
Celebra-se este ano o 10.o Aniversário da Transferência de Soberania de Macau. Senti-me muito honrado com o convite para participar no processo de avaliação da Exposição Anual de Artes Visuais de Macau. Como artista, fiquei verdadeiramente impressionado pela criatividade dos artistas de Macau e pelo carácter revelado nos seus trabalhos. Não há progresso sem inovação e, provavelmente, estes contributos culturais virão a afectar o desenvolvimento sustentável da cidade. Acredito que, com o reconhecimento e o apoio do Governo de Macau e com o contínuo esforço dos artistas locais, as criações de artes visuais de Macau atingirão o objectivo de um crescimento diversificado. Fazendo uso da vantagem da sua especificidade na região, a arte de Macau florescerá com individualidade e entusiasmo.
Ma Juncheng
No início, não tinha grandes expectativas quanto ao número e qualidade dos trabalhos apresentados à Exposição Anual de Artes Visuais de Macau, já que esta tinha lugar numa cidade comparativamente pequena e pelo facto de a participação estar limitada aos residentes locais. Contudo, logo após ter iniciado o processo de avaliação fiquei espantado: quantidade, diversidade e qualidade dos trabalhos iam muito além das minhas expectativas. Não posso, aqui, comentar todas as obras candidatas; apenas as da área da escultura, que são aquelas com que estou familiarizado.
Perante as esculturas apresentadas, em diferentes materiais e recorrendo a técnicas de apresentação tanto tradicionais como modernas, hesitei por momentos quanto aos critérios de avaliação a seguir. Pretendi fazê-lo tendo em conta os materiais; contudo, dado o limite de peças a seleccionar, decidi-me pela perfeição, em detrimento da originalidade.
Cada membro do Júri tem o seu próprio critério de avaliação, pelo que algumas das minhas peças favoritas foram eliminadas, o que me desapontou. No entanto, numa competição desta escala temos de ser objectivos e capazes de preterir as preferências pessoais no momento de tomar decisões.
A Exposição Anual de Artes Visuais de Macau é uma valiosa experiência formativa para que os artistas possam progredir nas suas carreiras. Num vasto conjunto de obras expostas, o impacto que cada uma tem nos visitantes pode ser objectivamente avaliado. Por outro lado, ao analisarem as obras dos outros artistas e ao compará-las com as suas, os participantes podem evoluir artisticamente; eventualmente, poderão concluir que valeu a pena.
Sun -Gu Kim
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