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A Exposição Anual de Artes Visuais de Macau, realizada durante o Festival de Artes de Macau, tem atraído cada vez mais a atenção e participação da comunidade local, resultado da adopção de um programa temático e da exibição de trabalhos de origens e materiais variados. Este evento tem-se transformado numa plataforma de lançamento importante para o desenvolvimento das artes visuais e dos talentos locais.

Com a candidatura bem-sucedida de “O Centro Histórico de Macau” à lista do Património Mundial da UNESCO, Macau tem sido elogiada e aplaudida por todo o mundo pela sua cultura diversificada e pela sua abertura ao exterior. Nas participações dos últimos anos podemos constatar influências multi-culturais, e as obras de arte produzidas em Macau têm sido elogiadas em exposições tanto a nível nacional como internacional pelas suas excelentes características regionais. Muitos artistas de Macau têm transmitido nos seus trabalhos as suas ideias e pontos de vista em relação à vida e assuntos do quotidiano com que os povos modernos se confrontam.

A presença de culturas distintas em Macau é uma plataforma de lançamento para o desenvolvimento da nossa cidade. Para além de nos empenharmos ao máximo na preservação desses valiosos recursos culturais, devemos também fomentar um conhecimento e inspiração culturais mais fortes num contexto de crescimento espiritual, tornando-os na riqueza de cada cidadão de Macau. A Exposição Anual de Macau de 2006, subordinada ao tema “Abraçar a Vida e Expor a Contemporaneidade,” não só reconhece o trabalho árduo das elites artísticas de Macau, como também serve de base orientadora para outros artistas. Esperamos que os artistas ponderem cada vez mais a condição actual e criem trabalhos de significado contemporâneo.

O sucesso na organização desta exposição foi possível em grande parte devido à participação de membros da comunidade artística local, para além do apoio de vários indivíduos de grande valor em vários países e regiões. Quero aproveitar esta oportunidade para apresentar os meus mais reconhecidos agradecimentos aos membros do júri deste ano, Van Lau, Ruan Yizhong, Zhang Zhi An, Balbir Bodh, Wang Dongling, e também aos participantes e coordenadores.


Heidi Ho
Presidente
Instituto Cultural do Governo da R.A.E. de Macau

Comentários do Júri
 
Cada indivíduo deve conhecer bem as suas tradições e cultura antes de se tornar artista. Tendo as artes tradicionais chinesas e ocidentais como base, o artista seleccionará e combinará então elementos refinados das duas culturas para expressar nos seus trabalhos: 1. etos; 2. estilo da era; e 3. características pessoais. A criatividade é a chave do sucesso.
Van Lau
Membro, Presidente da 10ª Comissão Consultiva Nacional Popular Chinesa,
Associação de Artistas de Hong Kong
 
Uma observação atenta das pessoas e dos objectos à nossa volta é muito mais importante do que procurar novas ideias com base nos nossos conhecimentos. Desta forma, teremos sentimentos mais profundos e uma apreciação maior pela vida. Só ao misturarmonos com a multidão podemos enriquecer o conteúdo da vida e desenvolver uma criatividade infinita. Se uma pessoa se concentrar somente na concepção estética da arte, nunca controlará a “beleza” ou transmitirá a “bondade,” e tal trabalho perderá “verdade.”
Ruan Yizhong
Professor, Universidade Nacional das Artes de Taipé
 
O processo de selecção foi muito justo e bem organizado. A arte contemporânea requereu mais encorajamento, especialmente as gravuras, escultura e instalação.
Balbir Bodh
Responsável de Artes Visuais, Pathways World School, Nova Deli, Índia
Director, Heritage Art Gallery, Colombo, Sri Lanka
 
Ao olharmos para as obras, acredito que os artistas estão a desfrutar da vida e a abraçar muita inspiração e criatividade. Há trabalhos excelentes na exposição. Também achei muito interessante a expressão do contemporâneo através da caligrafia. Parece que os nossos calígrafos ainda têm medo de explorar. Acredito que, através da exposição, trabalharemos juntos para melhorar essa situação.
Wang Dongling
Professor, Departamento de Caligrafia, Academia da Arte da China
 

Nos últimos anos os trabalhos de arte visual em Macau têm progredido com o tempo, o que é algo de gratificante. Espero que os nossos artistas de Macau tenham uma perspectiva mais abrangente do mundo e possam incorporar elementos refinados de outras culturas para criar mais arte em Macau que sirva de orgulho aos residentes da zona. Macau é uma vantagem e uma promessa.

Zhang Zhi An
Vice-presidente da Associação de Artistas Chineses
Professor da Academia de Belas-Artes de Cantão